'Gente Que Me Ama é Outro Nível" Um relato sobre respeito e amizades.
Alguns recomeços soam como as batidas do simples abrir e fechar de portas. Basta apenas uma fresta, o mínimo para interromper o ritmo e as pancadas de chuva lá fora.
Foram muitas despedidas e nenhuma com cara de adeus. Todas possuíam a fragrante certeza do reencontro, a celebração de alguém. Eu. Jamais celebrada e doravante lembrada como inesquecível, diferente, amiga e amante.
Embarquei embriagada, livre de qualquer amarra ou sentimento de perda. Nos olhos o choro não veio e não foi porque eu evitei ou desemocionei a alma inerte e mesmo em todas as vezes da suposta despedida haviam grilhões encravados no peito, dor sobre dores, lágrima sobre lágrimas. Me segurei, nem mesmo os pensamentos de quem com tanto carinho me solicita, me deixaram triste por ter que partir e não viver uma nova história e adiar o plano da felicidade solta no vento, em cima das águas, ou, talvez transferi-las. Não. Não me martirizei tanto, não fingi ser o que eu não sou. Fui profunda e verdadeira com os poucos ao meu redor e todos ficaram livres para gostar e desgostar, amar e desamar, olhar ou me ignorar, seja lá qual foi a vontade, ela foi saciada, por ser compreendida e surgir no momento certo. Tudo veio no momento certo. O sorriso na hora da lágrima, o salto na hora do medo, a sede na hora do beijo.
De quem esteve desde o começo, de quem chegou com o bonde andando, de quem lançou um olhar terno de curiosidade sem sentir pena ou inveja, de quem apenas um abraço me deu e nunca mais me viu. De toda e qualquer oração plantada no cosmos em meu nome. Poderia dizer que eles, os meus amores, são peças de um quebra-cabeça gigante sempre com uma peça faltando, intermináveis foram as risadas, as loucuras embriagadas de noites vencidas pelo raiar do sol.
A surpresa do fim é o não findar de tudo. Na boca, os discursos, ensaiei um monte, engoli as palavras e guardei-as no peito, como fadinhas de luzes elas se aquietaram na noite escura. Falar o que não precisa ser dito é o mesmo que querer iluminar o que já possui brilho próprio. Aquietem-se fadas-palavras!
....[Falei tanto com vocês meus queridos, ouvi suas histórias, rimos e dançamos noites inteiras, nada se compara a isso, a leve sensação de percorrer um caminho acompanhada, segura e reconciliada com a vida.]
Sinto a verdade nos lábios sempre pronta para proteger a honra de ter amigos tão lindos, por vezes desconfiados, cada um no seu cada qual, mas quando eu chegava sempre queria todos por perto, cada um com seu diálogo, sua própria verdade sobre a vida e de como experimentá-lá da melhor forma. No vento, na água, na areia da praia, sobre quatro rodas ou fugindo à pedaladas por aí. Esses são meus amigos, minha alegria de viver, de seguir adiante com as escolhas que fiz. Sei que no retorno os sorrisos estarão lá nos mesmos olhos e no coração, o pronto desejo de aventura nos levará consumidos pela alegria de termos uns aos outros. Somente.
Esse é o meu estilo, a minha vertente. Estejam no aeroporto com fogos de artifício pois a volta será melhor que a ida.






























Terminar esse texto sem lágrimas nos olhos é mais difícil que te ver partir e acalmar o coração explicando que é por pouco tempo... que você volta logo... Nós, seus amigos, temos orgulho de poder fazer parte da sua vida e leve sempre contigo a certeza de que todos amamos você, perto ou distante. Um beijo enorme.
ResponderExcluirYuri Silver
Yuri = Anjo. Aqui é amizade e carinho que não cabem no peito. Bota esse Fender pra tocar e vai ser feliz! Nos encontramos de alguma forma e por algum motivo, nada poderá nos separar e a distância só fortalecerá essa coisa linda que temos entre a gente. Beijos, até já!
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