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Mostrando postagens de outubro, 2013

O Verdi Sergipano

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Em tempos inconstantes, minhas visitas ao teatro vão se tornando um momento de reencontro com velhos e bons amigos. Sentada na fileira de sempre, olhares curiosos sobre os encostos de outras poltronas me observam atentos ao menor movimento do meu corpo, uma respiração diferente e eu me revelo, simples criatura. Dessa feita estou lá para ouvir um Verdi no melhor estilo sergipano. Volto a afirmar, por mais babel que seja uma orquestra, suas raízes e seu estilo dependem unicamente do contexto cultural onde ela está inserida e de quem paga os salários dos seus (nossos) músicos. Voltemos à interpretação. Espaçada, inerte mas dotada de paixão esquálida, desde os acordes melancólicos em "La Forza del Destino" e da tristeza comovente em " Morro, ma prima in grazia " até o estouro da boiada no coro dos ferreiros na ópera "Il Trovatore". Um letreiro luminoso em meu sorriso indica que: portas na cara já não adiantam mais. Nem um músculo da minha face se comove c...