'Gente Que Me Ama é Outro Nível" Um relato sobre respeito e amizades.
Alguns recomeços soam como as batidas do simples abrir e fechar de portas. Basta apenas uma fresta, o mínimo para interromper o ritmo e as pancadas de chuva lá fora. Foram muitas despedidas e nenhuma com cara de adeus. Todas possuíam a fragrante certeza do reencontro, a celebração de alguém. Eu. Jamais celebrada e doravante lembrada como inesquecível, diferente, amiga e amante. Embarquei embriagada, livre de qualquer amarra ou sentimento de perda. Nos olhos o choro não veio e não foi porque eu evitei ou desemocionei a alma inerte e mesmo em todas as vezes da suposta despedida haviam grilhões encravados no peito, dor sobre dores, lágrima sobre lágrimas. Me segurei, nem mesmo os pensamentos de quem com tanto carinho me solicita, me deixaram triste por ter que partir e não viver uma nova história e adiar o plano da felicidade solta no vento, em cima das águas, ou, talvez transferi-las. Não. Não me martirizei tanto, não fingi ser o que eu não sou. Fui profunda e verdadeira com os poucos ...