Ode ao Novo
Nada em nenhuma parte. O teatro está pronto e sobre os olhos secos da plateia, cores translúcidas e um círculo de fogo em cada cabeça, coroando a fronte de inúmeras melodias, novas de tão velhas. É esperada essa noite. Um novo mundo se abre diante da secreta ignorância de uns poucos transeuntes, mas uma pensante maioria tem o coração aberto para todas as experiências degustativas musicais proporcionadas pela "jóia da Coroa sergipana", nossa orquestra. Se tem algo que não se pode fazer em Sergipe é subestimar a capacidade de interligação do público com sua orquestra, um patrimônio musical recente mas que tantas e tamanhas alegrias nos proporciona. É falso o costume, é falsa uma plateia mórbida. Aqui as pernas fervem, as mãos se entrelaçam e o coração pula no mesmo ritmo assombrado do primeiro ao último movimento, da primeira à última poltrona preenchida. A imprensa presente bradava auxílio, algo que eu sempre fiz e faço de coração, os detalhes que forneço permeiam o im...